sábado, 29 de janeiro de 2011

Ctrl+C Ctrl+V

Tem um blog que eu gosto muito, o http://www.uncorazione.blogspot.com/, hoje vou postar um post dele.
Ando sem palavras, talvez chegue o dia que o meu silêncio vai falar mais e ser tão mais agressivo do que tudo que eu já disse.


 * * *
Pra Você

"Toma, eu fiz com todo cuidado. Não sou muito bom nisso, mas fiz pra você!
Você, que sempre tem esse poder estranho de me provocar sensações que parecem não serem minhas. Que me induz a fazer coisas que não estavam no script.
Me desculpa se o laço ficou torto, se o papel está um tanto amassado. Sou um desengonçado! Posso parecer um ridículo, mas é assim... todas as cartas de amor são ridículas... todo presente de amor é ridículo.


Abre!"

(É seu...)

 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Descartável




 
"Pois a sorte foi lançada ao mar e parece que a vida não quer mais velejar...
Quantas palavras erradas e se quiser pode dizer falsas, por que parecem descartáveis...
Jogado ao chão a espera da decomposição ou até ser eterno enquanto durar.
Agora é reciclar o que move a nossa vida...
  A espera de merecer a sentença de um sentimento verdadeiro..."
  
Reneut Dias
 
* * *

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Envelheço Na Cidade

É, então é isso, 24 anos. Parabéns pra mim."(...) não sei o que me trouxe até aqui. Medo ou coragem? Talvez nem um dos dois..."
Nunca usei drogas, não bebo, não fumo, respeito os mais velhos, animais e crianças, mas desprezo a humanidade.
Minha vida no geral? Sempre complicada, antissocial, poucos amigos, muita observação, sonhos abandonados, amores perdidos, mas com muitos momentos inesquecíveis. O que me mantém nela? A certeza de que um dia vou sair dela.

No mais... Que o tempo que me resta, seja bem aproveitado.


* * * 

O Velho E O Moço
Composição: Rodrigo Amarante

Deixo tudo assim
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém
Eu gosto é do gasto.
Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer, que eu preciso sim
De todo o cuidado
E se eu fosse o primeiro a voltar
Pra mudar o que eu fiz,
Quem então agora eu seria?
Ahh, tanto faz
Que o que não foi não é
Eu sei que ainda vou voltar...
Mas eu quem será?
Deixo tudo assim,
Não me acanho em ver
Vaidade em mim
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.
Sei do escândalo
E eles têm razão
Quando vêm dizer
Que eu não sei medir
Nem tempo e nem medo
E se eu for
O primeiro a prever
E poder desistir
Do que for dar errado?
Ahhh
Ora, se não sou eu
Quem mais vai decidir
O que é bom pra mim?
Dispenso a previsão!
Ah, se o que eu sou
É também o que eu escolhi ser
Aceito a condição
Vou levando assim
Que o acaso é amigo
Do meu coração
Quando fala comigo,
Quando eu sei ouvir...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Noite Vaga

Como diria o @caodadepressao, no Twitter: "Às vezes parece que te ignoram. Não só parece."
Mas deixa pra lá, não vai ser a primeira nem a ultima vez, cada um é tratado como o outro acha que deve tratar. É merecimento, não obrigação. #desabafo

Então... Não tenho muito o que dizer com minhas palavras, hoje. Por isso postarei um texto que é apontado como de autoria do Caio Fernando Abreu, que achei por "alí" outro dia, e que retrata bem meus pensamentos quando estou triste/melancolica.

"E se perguntassem o que vem a ser o certo, Gabriela olharia com a cabeça torta como a de um cachorro quando parece não compreender o que se passa. O olhar de repente vidrado de quem tem sede de entender as coisas que acontecem ao redor. Ela não sabia amar, talvez. Então mais um amor havia ido embora, mais um amor havia chegado ao fim. Nessa imensa individualidade onde ninguém podia entristecê-la sempre cresciam espinhos. Espinhos para machucar aqueles que a machucavam, então assim não a tocavam. Não tocava porque o medo da mágoa não deixava que lhe tocassem, ou então havia medo porque não haviam tocado fundo o suficiente para que o medo não existisse. Que triste então estava sendo, mas Gabriela parecia acostumada. Acostumada e fria porque depois de tantas lágrimas, ela finalmente parecia ter secado. A maquiagem borrada em volta dos olhos tinha sido limpa na noite anterior. Quando Antônio e ela se encontraram; ela parecia inteira. Inteira porque não tinha ficado nada dela para trás. Seus olhos eram de desilusão, de cansaço. Cansada de construir sonhos, planos, fantasias. E depois da desilusão ter de destruir uma a uma, como se nada daquilo tivesse um dia existido, só para olhar para trás e não sentir nada do que sentira antes. Era mais um fim doído, choroso, arrastado. Fosse o ponto final sua última lágrima de dor, já havia então sido decretado. Decretado num discurso mudo, num adeus em silêncio. Dito através de tudo daquilo que não havia sido falado. Antônio não parecia prestes a dizer nada. Gabriela não diria; se pudesse escolher, teria ficado calada, mas lhe escapou: “Meu coração tá ferido de amar errado. De amar demais, de querer demais, de viver demais. Amar, querer e viver tanto que tudo o mais em volta parece pouco. Seu amor, comparado ao meu, é pouco. Muito pouco. Mas você não vê. Não vê, não enxerga, não sente. Não sente porque não me faz sentir, não enxerga porque não quer. A mulher louca que sempre fui por você, e que mesmo tão cheia de defeitos sempre foi sua. Sempre fui só sua. Sempre quis ser só sua. Sempre te quis só meu. E você, cego de orgulho bobo, surdo de estupidez, nunca notou. Nunca notou que mulheres como eu não são fáceis de se ter; são como flores difíceis de cultivar. Flores que você precisa sempre cuidar, mas que homens que gostam de praticidade não conseguem. Homens que gostam das coisas simples. Eu não sou simples, nunca fui. Mas sempre quis ser sua. Você, meu homem, é que não soube cuidar. E nessa de cuidar, vou cuidar de mim. De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais, de querer demais, de esperar demais. Dessa minha mania tão boba de amar errado. Seja feliz."

Caio Fernando Abreu

* * *


Eu simplesmente continuo...

domingo, 9 de janeiro de 2011

Grrrrrrrrrr!!!

 Teoria do Soco Na Parede

"Quando você estiver com raiva de algo, dê um soco na parede. Procure uma parede que você tenha certeza que seja indestrutível por alguém com a sua força.
No momento em que você estiver armando o soco, lembrará que se usar sua força for máxima, terá grande chance de quebrar sua própria mão, o que seria extremamente ridículo. Então, você pensa durante algum tempo (centésimos de segundos) se vale à pena passar por isso tudo, devido a um momento de raiva.
Este ato proporciona pensar duas vezes antes de agir. Nesse instante, você tentará calcular uma força máxima em que não causará danos ao muro nem à sua mão. Mas, suficiente para extravasar sua energia acumulada devido à fúria. Quanto maior o impacto do soco, maior a energia que é transformada em dor. Assim, após o seu corpo se livrar da dor, o alívio tomará conta de tranqüilizá-lo. Além disso, a energia gasta para maquinar tudo isso também serve para distrair o cérebro do momento de fúria."

FUNCIONA! 

Por alguns minutos... depois a raiva continua incomodando.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Dores de cabeça

Esses dias a dor de cabeça tem me feito só querer dormir e pensar sobre o fim do mundo '-' Pensar no universo. Me perguntando qual é o objetivo "disso tudo"?. Deve ser meu universo interior em reorganização... Não, não estou falando de um "segundo sol". São os planetas, eles estão mudando de lugar, alguns planetas estão se afastando, outros colidindo e acabando. Algumas estrelas estão admitido que morreram e deixando a ilusão do seu brilho desaparecer. Alguns planetas agora são luas. (Plutão! rs) Mas o Sol... O Sol é mesmo. Só não posso deixar de lembrar que o Sol é uma estrela.

 
"O propósito da vida é terminar."



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domingo, 2 de janeiro de 2011

O Vaso


(...) Milhões de vasos sem nenhuma flor..."


Muitas pessoas não sabem, mas existem mais de 200 tipos de barros na natureza, uns fortes, outros nem tanto, uns mais claros, outros mais escuros, e a pessoa que faz os vasos, o oleiro (Que pra mim deveria ser quem fabrica óleo rsrs ) Então... o oleiro deve ir até onde tem o barro e escolher o melhor, e não é na farmácia, supermercado, pracinha da cidade, cinema, shopping... Ele vai até o meio do lodo, e barro não tem cheio agradavel, mas só um bom oleiro sabe reconhecer o verdadeiro barro.

"Não importa de que lamaçal você veio o importante é que eu te separei e olhando para você como os olhos de um oleiro, vi algo no fundo de seu 'coração' que me atraiu e me fez retirar um monte de lama do lodo começar a imaginar que lindo vaso você daria."

Agora o barro será amassado, irá sofrer, tem que perder todas as impurezas, imaginem que as impurezas são ódio, vaidade, orgulho e etc... esses sentimentos ruins. E então começa outro processo tbm doloroso: Moldar o vaso - "a boca fala do que o coração está cheio" - por isso, ele vem apertando de dentro para fora... Assim as deformidades vão desaparecendo. E quando pensamos que está pronto, chega o momento do ultimo passo: O fogo. O fogo são as provações, as lutas... O vaso queima, arde por umas 24 horas... e todo esse sofrimento, toda essa espera dolorosa que no fim resulta na perda do mal cheiro, na purificação total. Então, enfim se torna resistente e preparado paras as flores que a vida lhe dará.
* * *
Construí um vaso e coloquei uma semente... Faz tanto tempo... que já acredito que não plantei da forma correta, a flor não vai nascer mais. Mas a semente vai ficar lá, até o dia que o vaso, que foi feito pra ela, se quebrar.