Ultimamente tenho conversado muito comigo mesma, tudo que ando dizendo ou ouvindo é pra mim, é pra dentro... O mundo aqui fora não me agrada, sempre digo: Não gosto de seres humanos. Eu apenas acostumei a conviver com eles. ( É, afinal eu também sou um, tenho que me socializar com a espécie.) A verdade é que me sinto uma ervilha numa lata de milho. Me aproximo de poucos... São poucos os que cativam de verdade, são poucos os que veem além como eu vejo. De dia olho as nuvens e vejo as estrelas, a noite olho as estrelas e vejo os planetas, as outras galáxias e imagino o outros habitantes do universo.
Vez ou outra eu olho pro que tá perto. Tenho mania de observar as formigas, penso na organização delas. Sempre seguindo uma trilha, um destino traçado. Vivem digamos, uma monarquia socialista. Podem abandonar (criar asas e voar), ou continuar alí, trabalhando pelo reino. Eu gosto disso. Não custumo matar formigas, sinto dó =/ Elas são seres vivos, não é pq são 'pequenininhas' que sua vida tem menos importancia. Mas nos acostumaram a mata-las. Nos acostumaram a tanta coisa... Deviamos ter a chance de poder reaprender a nosso modo sobre as coisas da vida, ops... na verdade podemos, mas nos acostumaram a aceitar a vida como ela é. A seguir sempre as mesmas linhas de pensamento. Sendo assim, eu estarei sempre na contra mão.
A frase da música do post anterior: "Descobri lindas mentiras. Tão terríveis quanto belas." Fiz referencias a alguns dos meus sonhos e planos. Eu tenho mentido para mim, acreditado em coisas que eu sei que são inalcançaveis. Mas as guardo. São quadros com uma linda paisagem que eu provavelmente nunca mais vou achar inspiração para pintar igual.
A cada dia compreendo mais os meus paradóxos e o porque deles existirem. Viva!
"Apenas em um ponto eles tinham razão:
Ela era uma perdida;
E só os desencontrados são capazes
de romper correntes."



